Port Manning e Drill

agosto 26, 2012 às 8:22 pm | Publicado em Rotina, Treinamento | 1 Comentário
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Quem nunca trabalhou a bordo de um navio, pode não estar familiarizado com essas duas expressões que fazem parte da rotina de um tripulante. A primeira é como uma verbo. Sempre dizemos ‘estamos de port manning‘, ou seja, não podemos sair do navio. O port manning varia entre as cias. Em resumo, toda a tripulação é dividida em grupos, e esse grupo deve permanecer no navio. Algumas, o port manning é diário, sempre que o navio está no porto, um grupo obrigatoriamente não sai. Outras é somente quando há overnight, ou seja, quando ele passa a noite ancorado. O objetivo não é trancafiar os tripulantes, e sim sempre haver uma equipe que possa responder em caso de emergência.

Já o drill é nada menos que os treinamentos de emergência que temos que fazer. Existem diferentes tipos. Os que são direcionados somente a tripulação e os que são também para passageiros. E ainda aqueles que são específicos, que variam de acordo com a sua tarefa durante uma emergência.

Normalmente há um drill de passageiros a cada início de cruzeiro. E um drill geral somente para a tripulação por semana. E ainda um por mês, mais ou menos, no seu pequeno grupo de abandono do navio e outro no seu grupo de tarefas em caso de emergência. Eu sei que parece complicado para quem nunca ouviu falar disso, mas com o tempo as coisas ficam mais simples.

Só duas coisas. A primeira é que os treinamentos são todos em inglês, sem exceção. E a segunda é, estude! Se você não se sente confortável com seu nível de inglês, peça ajuda, mas estude mesmo assim. Com todo esse lance da tragédia do Concórdia ano passado, a fiscalização está mais frequente, e eles nos cobram conhecimento mesmo!

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Sugestão: Malas!

agosto 22, 2012 às 10:41 pm | Publicado em Dicas | Deixe um comentário
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Quando embarquei pela primeira vez, eu só tinha uma mala de rodinhas pequena ou uma mochila de camping. A primeira opção foi logo descartada pois eu não ia conseguir enfiar tudo em uma mala pequena. Já a mochila foi cogitada, mas logo descartei pois não queria ficar literalmente carregando esse peso todo, então acabei comprando outra mala.

Comprei uma mala tamanho M, com aquele rodízio de rodinhas que giram para todos os lados na parte de baixo. Me serviu, e me serve bem, até hoje. Esse rodízio facilita e muito a nossa vida na hora de arrastar de uma lado para o outro. Essas rodinhas a mais significa que você não necessariamente precisa inclinar a mala para que ela se mova. Ou seja, não precisa carregar o peso enquanto arrasta para cima e para baixo.

A regra da sua bagagem para embarcar (e desembarcar) é clara. Você tem que ser capaz de carregar suas próprias tralhas, pois com a correria, vai ser difícil encontrar alguém para te ajudar a carregar. E normalmente você vai encontrar escadas no caminho! Então, nada de levar mais de uma mala. Até porque, o espaço para guardar essa mala vazia na sua cabine é reduzido. E o espaço para guardar suas coisas também é pequeno. Normalmente uma portinha para os cabides, e não mais do que meia dúzia de gavetas de diferentes tamanhos.

Ao final do contrato, depois de meses comprando quinquilharias na Europa, as coisas não cabem mais em apenas uma mala. Eu comprei uma do mesmo tamanho da que eu já tinha, M, em Nápoles. Mas a que eu tinha comprado no Brasil era daquelas semi-rígidas, com uma espécie de tecido que reveste a mala. Depois de 2 contratos ela continua como nova. Já a que eu comprei ao fim do primeiro contrato, do tipo rígida, que parece de plástico, não resistiu a viagem de avião até o Rio de Janeiro. Quando eu a retirei da esteira de bagagem, ela tinha um buraco imenso onde deveria ter uma rodinha…

Então, se tiverem que investir, que seja da semi-rígida, pois ela resiste aos carregadores de mala que vai encontrar pelo caminho. E tente não comprar muitas coisas por ai. Eu sei que é difícil devido aos dólares no bolso e aos preços convidativos. Se não der para se controlar, ao menos tente levar coisas que você vai se desfazer durante o contrato. Como um tênis mais velho, ou algumas roupas que você não quer mais, assim abre espaço para as coisas novas!

A primeira semana a bordo

agosto 20, 2012 às 11:06 pm | Publicado em Rotina, Trabalho | 2 Comentários
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De longe é a pior! Se você embarca longe de casa, existe muito intusiasmo dentro de você, mas também vai haver cansaço das horas voadas e do fuso horário. Quando você entra no navio pela primeira vez tudo é diferente. Muita informação ao mesmo tempo. Tem que entregar documentação no crew office, entregar exames no médico, pegar uniformes, deixar suas coisas na cabine e ainda tem os treinamentos! Depois disso tudo, como é que chegava na sua cabine mesmo? Eu me perdi muito nos corredores do navio. E olha que era muito fácil andar lá, já que meu dia se resumia a minha cabine, ao bar, ao refeitório e ao local de trabalho. Depois de 9 meses, não conheci muito mais que isso, e continuei perdida.

Depois desse turbilhão de informações, você começa a trabalhar. Se você trabalha no bar ou no restaurante, tem inúmeras opções de uniforme, praticamente um para cada dia da semana. Mas qual é o de hoje? Usar uniforme errado é um pecado que vai ser cometido muitas e muitas vezes! Assim como esquecer a name tag no uniforme anterior…

No navio tudo tem horário. O bar só funciona certas horas, comida só em horário certo. Eu sempre fui mestre em ficar sem comer porque dormi até 5 min antes de ir trabalhar ou não quis esperar mais 30 minutos o restaurante abrir depois do meu turno.

As saídas aos portos são quase um capítulo a parte. Pois você quer sair e conhecer, mas as vezes só dispõe de 2h. Você deve estar pensando ‘mas 2h é muito!’, e eu respondo ‘não se você leva 15 minutos de ônibus do porto até a cidade (isso se você der a sorte do ônibus estar ali quando você quiser pegá-lo), fora a fila para sair do navio…

Cada minuto de folga na primeira semana será dormido, sem exceção! 30 minutos para jantar viram 20 minutos de sono fácil! Você vai estar tão cansado que comer ou usar a internet com certeza estarão em segundo plano. Tomar uma cerveja no bar ao fim do dia então, só depois de um mês.

A primeira semana é atribulada. Muita coisa pra aprender, muita gente pra conhecer, muitos caminhos para decorar, línguas e nomes diferentes. Infelizmente é nessa semana que muitos dos que estão a bordo pela primeira vez desistem. Tem que ser guerreiro. Tem que persistir ao menos um mês, até as coisas entrarem nos trilhos. Se depois disso você sentir que não é pra você, beleza. Mas antes disso, faltou adaptação.

Mas nem só de coisas ruins é feito o barco. Sempre existem as crew parties. Sejam elas no bar, no refeitório, no open deck ou nas cabines, são onde temos as nossas melhores e maiores memórias. São onde fazemos amigos, interagimos com outras nacionalidades e posições. E é claro, onde relaxamos da dura jornada de trabalho.

Ao final de 6, 8 ou 9 meses, o cansaço é aparente, mas a felicidade também. Felicidade de ter completado uma etapa da sua vida, de ter conhecido muitas pessoas especiais, de ter visitados lugares nunca antes imaginados, de ter uma graninha no bolso, de matar as saudades da família. É isso que vale a pena.

Sobre Vinhos – Parte II

agosto 19, 2012 às 12:01 am | Publicado em Trabalho | 1 Comentário
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Depois que a carta de vinhos e as promoções do dia forem devidamente apresentadas e as sugestões feitas, uma pessoa na mesa fará o pedido do vinho. E é a essa pessoa, homem ou mulher, a quem você vai se dirigir a partir dali. Primeiro, apresente a garrafa ao passageiro. Se ele assentir que é esse vinho que ele pediu, limpe, especialmente o gargalo, para retirar eventuais partículas de poeira. Com o pequeno canivete retire o lacre, e guarde no seu bolso. Retire a rolha cuidadosamente para que ela não se rompa e deixe pedaços, com a atenção de deixar o rótulo da garrafa sempre virado aos olhos de quem lhe pediu o vinho. Se a pessoa não fizer menção de pegar a rolha, coloque-a em seu side plate. Sirva um gole para que ele experimente o vinho. Se aprovado, comece a servir as outras pessoas sentadas a mesa, começando pelas mulheres, e por último, quem pediu a bebida.

A garrafa nunca deve ser apoiada na taça. E o truque para não manchar a toalha de vinho é dar um pequeno giro antes de terminar de servir. Jamais encha o copo de vinho até a borda. O protocolo diz que se deve preencher apenas 2/3 da taça, se o vinho é tinto, e 1/2 da taça se é branco ou rosado, para que não perca a temperatura. E somente sirva mais vinho quando houver apenas cerca de dois goles restantes.

Se o vinho é tinto, ele é servido em temperatura ambiente. Se você não serviu a garrafa inteira, ela fica na mesa, aos olhos de quem a comprou. Se o vinho é branco ou rosa, ele é servido gelado, então deve-se colocar o balde de gelo em um apoio, e posicioná-lo ao lado da pessoa que o pediu.

O melhor tipo de abridor é aquele que parece um pequeno canivete. É fácil de manusear, dificilmente vai destroçar a rolha e tem a faca para tirar o lacre.

Sobre Vinhos – Parte I

agosto 18, 2012 às 12:15 am | Publicado em Trabalho | 3 Comentários
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Você conhece os tipos de uvas mais famosas e de onde elas são? Sabe que tipo de vinho é melhor com peixe ou com carne de porco? Se você está pensando em trabalhar com restaurante a bordo de um navio de cruzeiros deveria saber! Acredite, uma parte da grana que vem para o seu bolso todo mês é da comissão de venda de vinhos. Não é muita coisa, mas já é um começo. E conhecer ao menos o básico é essencial. Verdade seja dita que, quem bebe vinho, como os europeus, conhece vinho muito bem. E por mais que você faça uma sugestão, ele já sabe o que quer. Mas é sempre bom estar ciente. Começando do começo…

Um vinho branco leve, como o Sauvignon Blanc, combina com frutos do mar, massa com molhos sutis (como manteiga e sálvia) e saladas.

Um vinho branco corpo médio, como o Chardonay, combina com pães e queijos, massas com molho branco, carne branca grelhada ou assada, camarões e peixes como truta.

Um vinho tinto leve, como Pinot Noir e o Malbec, vão muito bem com carpaccio, embutidos, peru, massas ao sugo, atum e bacalhau grelhados.

Um vinho tinto maduro e encorpado, como o Cabernet Sauvignon, o Barolo e o Shiraz, casam perfeitamente com massas à bolonhesa,  carne branca com molhos fortes, carne vermelha, carne de porco, pato e queijos como parmesão e provolone.

Para a sobremesa, as sugestões são o vinho branco doce, como o Sauterne, ou um espumante demi-sec ou doce, como o Cava e o Champagne Doux.

Setup Básico da Mesa de Jantar

agosto 17, 2012 às 12:28 am | Publicado em Processo Seletivo, Rotina, Tripulantes | Deixe um comentário
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Como dá pra ver no desenho acima, esse é o setup formal mais sofisticado de uma mesa de jantar. Os garfos sempre à esquerda, as facas e a colher de sopa do lado direito. Os talheres de sobremesa acima. Na quina, à direita, as taças, com a mais baixa do lado de fora e a mais alta perto do centro. Na quina, ao lado esquerdo o bread plate e a faca da manteiga, que também pode vir um pouco mais abaixo, onde está o guardanapo. Se o serviço é à americana, onde o prato vem montado e decorado da cozinha, o guardanapo fica no centro, sobre o sousplat ou service plate. A ordem dos talheres é simples, organizado de fora para dentro.

Mas e a ordem da comida? Primeiro vem o pão, para que a pessoa não fique com tanta fome até que ela faça o pedido e o prato venha da cozinha. Depois vem a entrada, que pode ser uma salada ou uma sopa (creme ou consomé, você sabe a diferença?). Depois o prato principal, que pode ser massa, peixe, frango, carne ou vegetariano. E por último a sobremesa. Conforme a pessoa vai comendo, os pratos e talheres sujos são retirados, permanecendo apenas o que ainda vai ser utilizado. Ao final do serviço, permanecem somente as taças e os guardanapos sobre a mesa.

O Que Estudar Para a Entrevista?

agosto 16, 2012 às 10:27 pm | Publicado em Processo Seletivo | 1 Comentário
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As pessoas sempre entram aqui em busca de informação, e as perguntas são quase sempre as mesmas. Então, aos poucos, eu vou respondendo o que eu mais ouço por ai. A campeã é: o que eu devo estudar para a entrevista?

Bem, se você está aplicando para o restaurante, saiba falar o básico em inglês. Como taças, talheres, guardanapo e nomes de comida. É super importante você saber:

– o setup básico de uma mesa;

– pratos são servidos pelo lado direito e retirados pelo esquerdo, sempre!

– saiba ao menos um tipo de dobra de guardanapos;

– a ordem dos pratos: entrada, prato principal e sobremesa;

– as crianças devem ser servidas primeiro, depois os mais velhos, começando pelas mulheres e por último, os homens;

– o protocolo correto da abertura de uma garrafa de vinho;

– um pouco sobre vinhos, alguns tipos de uvas mais conhecidos e o que combina com carne, peixe e frango;

– alguns principais tipos de salada, massas, carnes e sobremesas;

Em breve vou fazer um postzinho me aprofundando mais no setup da mesa e nos vinhos, ok? Enquanto isso, vai estudando…

Cruzeiro Com Neve?

agosto 15, 2012 às 1:13 am | Publicado em Navios, Roteiro | Deixe um comentário
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Sim! Não é só de praia que vivem as cias de cruzeiros marítimos. É claro que a maior parte deles navega no verão, tanto que quando a temporada está fraca no hemisfério norte, devido ao frio que começa a chegar, quase todas as cias mandam parte de suas frotas para o hemisfério sul, onde o verão já chegou, e Caribe,  onde sempre é verão!

Mas nem todos os navios ficam onde está o calor, existem cruzeiros especiais que fazem rotas como Antártida e Bálticos, onde o frio reina. A graça desse tipo de passeio é exatamente pela neve e pelos lugares por onde passa. A piscina e os decks exteriores do navios ficam em segundo plano.

Essa foto eu encontrei na página do Blog dos Cruzeiros, no Facebook, e é o navio Prinsedam, da cia Holland América, em uma viagem a Antártida.

Aula de Guardanapos

agosto 11, 2012 às 8:11 pm | Publicado em Rotina, Trabalho, Treinamento | 5 Comentários
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Quando eu era snack eu raramente dobrava os guardanapos de pano utilizados no buffet. Esse era o side job dos garçons. Que todo dia a noite, me traziam para que eu contasse e deixasse para o outro snack que preparava para o café da manhã. E mesmo quando sobrava pra mim, a gente só um dobrava um modelo, bem facinho. Eu adorava, e continuo adorando.

Como assistente, também faço pouco, pois esse é um dos duties do garçom. Mas como eu sou prestativa, adoro dobrar guardanapos (e principalmente, gosto de sair mais cedo!), sempre estava dobrando guardanapos no fim do jantar, para deixar a mesa pronta para o dia seguinte. Há algum tempo eu queria postar aqui as dobraduras que eu sei, mas nunca fiz um vídeo sobre. Aprendi a que nós usávamos no dia-a-dia e algumas a mais para divertir as crianças. Esse vídeo a baixo ensina as mais utilizadas. Serve para a galera que vai fazer entrevista. É sempre bom estar preparado!

É em espanhol, mas dá pra entender. A primeira é a pirâmide, que eu nunca usei a bordo, mas já vi em churrascarias aqui no Rio de Janeiro. A segunda é o chapéu do Papa. A terceira é o barquinho, que usávamos na Noite Tropical. A quarta é a vela, usada nas Noites de Gala. A quinta é o leque. A sexta eu não me lembro o nome. A sétima a gente chamava de servilleta de desayuno, pois usávamos no café da manhã. A oitava é a flor-de-lis. Da nona até o final são ais mais elaboradas, que eu também não utilizava a bordo. Deu pra aprender alguma coisa?

Vida a Bordo x Vida em Terra

agosto 9, 2012 às 11:47 pm | Publicado em Rotina, Saudades | Deixe um comentário
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Da primeira vez que desembarquei, quando terminei meu primeiro contrato em outubro de 2011, após 9 meses a bordo, assim que voltei a vida real, a impressão que eu tinha era que eu tinha apertado o botão de pause da minha vida e estava apertando novamente para que tudo voltasse ao normal. Só que não voltou… Analisando melhor, eu percebi que a impressão era de que só a minha vida estava no pause. Todas as outras pessoas que eu deixei em terra, viveram como sempre. Amigas se formaram, primos se casaram, irmãos se mudaram, e você não estava ali para acompanhar nada disso.

Só que a minha vida não estava no pause. Eu vivi muita coisa que eu não pude compartilhar com as pessoas que eu mais amo, a não ser pelas fotos e relatórios no Facebook. Mas em compensação, existiram muitas outras que estavam do meu lado em cada momento triste ou feliz desses 9 meses. Quando o primeiro contrato acabou, vieram as férias. A primeira semana foi ótima. Revi amigos, matei a saudade da família, comi tudo que eu tinha direito. A segunda semana veio já dando sinais de tédio. A terceira semana chegou eu comecei a enlouquecer. Tinha me acostumado com a loucura de trabalhar a bordo. Acostumada com as poucas horas de sono, não conseguia dormir como antes. Ficar sem fazer nada começou a me consumir. Antes de completar dois meses em casa, já estava a bordo novamente. Nova cia, novo barco, mesma vida agitada.

Outros seis meses se passaram. O segundo contrato passou como um cometa. Antes que pudesse perceber, já estava em casa novamente. E hoje, lendo um relato de um amigo que, assim como eu, curte e muito a vida a bordo, percebi que em terra a minha vida está no pause. A gente pode sim contar os dias para voltar para casa ao fim de cada contrato, mas no fundo adora estar ali. Podemos sim querer mudar de cia, de posição, mas o objetivo final é voltar aos barcos. Lá todos os dias são iguais, mas ao mesmo tempo são únicos. A bordo de um navio de cruzeiros eu cresci como profissional e como pessoa. E é lá que eu quero estar, ao menos por alguns contratos a mais. Meu botão de pause ainda está pressionado. Mas a carta de embarque e o ticket já chegaram. Agora é questão de tempo…

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